Você me dá vontade de escrever. Há muito não pegava numa folha em branco e preenchia-a com algo mais que uns rabiscos.
Você me dá vontade de fazer coisas que já estavam esquecidas. De tocar um violão, dedilhar por entre as cordas e vibrar, vibrar, deixar o som sair de dentro, lá do fundo do meu peito. Não importa se eu desafino, amor.
Você me dá vontade de sonhar de novo, seguir mais uma vez pelo caminho etéreo dos pensamentos, das palavras belas e quebra-cabeças.
Você me dá vontades e vontades de ser puro desejo, luxúria, pensamentos proibidos e libido liberado.
Você me dá água na boca e vontade de me embriagar em tuas águas, em teus líquidos, flutuando e fazendo flutuar, sem limites, sem parâmetros.
Você me deixa com a boca seca, a caneta sem tinta, os pensamentos confusos e as pernas trançadas...
O que fazer? Nada. Só me divertir e gozar essas vontades, satisfazendo meu corpo e espírito, satisfazendo as tuas vontades, que bem sei que você também as têm.
Ah, por favor, não me deixe nunca satisfeita. Quero querer sempre mais!
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
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