domingo, 25 de outubro de 2009

Paz

Não consigo te dar um apelido.
Nunca consegui. E olha que já tentei, tentei. Mas nada... Olho para você ao vivo ou em pensamento e nada traduz o que vejo, o que sinto. Nem uma palavrinha mágica pra descrever o sorriso de menina, olhar maroto de quem vive aprontando. Ora esperto, safado, como de alguém que tivesse acabado de roubar a cobertura do bolo com a ponta do dedo. Ora sério, sisudo, impenetrável, de quem tem mais do que pensar sem ter que responder por onde andam esses sem dono, e voadores pensamentos.
Como descrever em uma palavra só esse seu jeito todo seu, essa leveza de criança e inocência mentirosa de menina-moça que acha que sabe o que quer.
Você já tem outras marcas, outras linhas que te fizeram uma puberdade chegar mais cedo, mas mesmo assim guarda essa jovialidade dentro de si à sete chaves.
Essa manha de criança mimada, esse dedo na boca que vive me mostrando o quanto é difícil quebrar essa vontade de ferro e fogo. Esse seu bate pé no chão quando quer algo.
E essa tal liberdade que vive prendendo, sufocando? Você é presa dos teus sonhos. Presas de vampiro.
Queria que fosses minha PAZ!
Queria que fosses oceano, mar aberto, como meus braços e Corcovado. Brisa no rosto, sossego no lago. Se isso fosses, calma eu seria. Serena no ser, no ter.
Mas tudo é tão revolto, montanha-russa sem fim. Emoções em mim vêm e vão, sobem num dia e caem por terra em outro. E como esperança renascendo: Fênix. Como é duro te amar!
Fico na incerteza se tudo fosse velejar em calmaria. Como seria? Difícil dizer se o que atrai não é essa loucura feito sal-de-fruta num copo que transborda sentimento.
Você nunca será minha PAZ!
Se o fosses, quereria eu estar eternamente em guerra, pra te ver correndo desembestada gritando liberdade antes que tardia.

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