quarta-feira, 28 de outubro de 2009

OLHOS DE VIDRO

Quanta energia sai e me atinge como um raio, me banhando, me ligando, me enlevando nessa onda de calor.
Quero mais! Quero mais! Ah... coisa boa, percorrer pelas linhas deste rosto um tanto marcado de experiências bem vívidas e vividas. Pistas de uma estrada que ainda não tem fim. Percorro essas ruas com o nó dos meus dedos, o outro na garganta, querendo desatar suas/minhas emoções.
Coisa rica, coisa bela que é ter a bênção de compreender tão embriagadoramente esses eternos segundos. Como é colorida e tão lisérgica a visão embotada pelo desejo!
Difícil entender, fácil sentir, difícil perdoar, fácil se perder... Perder horas que nunca foram minhas, já que o tempo é uma grande prisão ilusionista.
Que bom é poder ter a sensibilidade, o entendimento e a delicadeza de poder dar a todo momento importante a verdadeira e única relevância que ele realmente tem. Isso é riqueza, isso é beleza, isso é poesia em vida. A real poesia concreta! Palpável, vivenciável.
Obrigada, Pai, pelos "olhos'" que a terra há de se fartar...

Um comentário:

claudia's disse...

texto emocionante, não sou de fazer comentários, mas gosto de ler. teus textos sempre tocam um pedaço de mim